Autenticidade?

 

O consumo de moda se democratizou, para onde quer que nossos olhos se voltem lá está ela. E no começo ficamos empolgados, eram inspirações vindas de blogueiras e influenciadoras que (supostamente), eram como nós: "pessoas normais".

Mas cansamos. Ninguém aguenta mais tanta informação, ninguém aguenta mais tanta tendência. E passamos a ouvir quem fala de propósito, de ser único, passamos a falar muito em autenticidade.

Me perguntei: e depois de tanto tempo me "inspirando", como é que faço para achar minha própria voz, afinal, quem sou eu? Te pergunto: quem é você?

Nossa escravidão está na vontade de satisfazer as expectativas dos outros antes das nossas. Vivemos com medo de estarmos sendo observadas e julgadas pelos outros.

O mais importante nessa busca do "eu" é entender primeiro: quem vai receber os resultados de minha escolha? Qual é minha tarefa e qual é tarefa do outro?

Veja: o olhar e o julgamento do outro são tarefas dele. É com base nas experiências pessoais que ele vai te ver e julgar. Sua tarefa é estar feliz com suas próprias escolhas. Independente de agradar ou não.

E ser feliz exige coragem, é bem mais fácil permanecermos onde estamos. Mas você é a única que pode mudar a si mesma.



Para uma reflexão mais profunda indico a leitura de A coragem de não agradar Kishimi e Koga) e Moda com propósito (Carvalhal).


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